Os símbolos deste Kung Fu [do To'a original] são muito místicos. Muito místicos. O primeiro símbolo é o símbolo da força. Para a gente, seja o que for tem que ter uma força para quebrar a rebentação, para quebrar a casca da semente. Mas logo este primeiro símbolo tem um círculo dividido em três partes em que uma é material e duas são o espiritual. O que é espiritual é sempre o que está para além, então primeiro é o corpo, a cabeça do lado e a cabeça do outro, a mente. Uma parte física e duas mentais. Depois tem o símbolo do...

Mas qual é esse símbolo?

É o punho.

A gente nunca utiliza porque na altura parecia o símbolo do PS! (risos) E depois tem um círculo dividido em três partes. Depois o Fénix que está muito presente na tradição Persa, com histórias muito bonitas.

Há muitos que têm yantras, são desenhos geométricos. é como se fossem uns mandalas geométricos, para a concepção do movimento, para a concepção do pensamento... mas isso não são bem símbolos do Kung Fu, porque depois também havia símbolos que tinham o coração, outros que tinham o cérebro. Coisas assim desse estilo. Mas pronto, depois há outro símbolo que é o homem-pássaro, que é muito giro.

São tudo símbolos que quando eu vi senti logo que era isso que eu gostava. O Kung Fu para mim nunca  foi uma arte exótica nem uma arte de luta. Foi uma arte da vida, estás a ver? E nós continuámos isso.