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From: Pedro Fonseca [mailto:pf@pedro-fonseca.com]
Sent: Sunday, March 16, 2003 3:08 PM
To: kung-fu-toa@yahoogroups.com
Subject: RE: [kung-fu-toa] O meu site do To'a
Oi Eduardo!!
Concordo inteiramente com o que dizes sobre
as aulas do Guilherme. Eu tenho além disso um interesse profissional
nisto, já que o meu campo de trabalho anda na ligação entre a
mente e o corpo, e é para mim perfeitamente pertinente saber até
que ponto existe uma influência puramente mental
sobre o físico, ou se faz sentido sequer falar nisso (se o
mental e o físico são coisas diferentes). As aulas do Guilherme
são muito úteis nessa reflexão. Mas, tal como dizes, aprendi
que certas coisas que julgava impossíveis se tornaram possíveis.
Aprendi sobretudo como ver, desenvolver e expressar facetas que
estavam até agora adormecidas, esquecidas ou bloqueadas. Tudo
isso aumentou em muito a minha capacidade de comunicação com os
outros; com mais tipos de pessoas e com mais profundidade. Espero
que não fique por aqui!! É claro, cada um se relaciona com o
Kung Fu de maneira diferente, e enquanto há pessoas que preferem
os aspectos mais transcendentais outras podem querer
focar os aspectos mais práticos e concretos da preparação,
defesa pessoal e inter-ajuda... daí a riqueza deste Kung Fu...
Toda a gente aprende a ser livre e responsável, mas cada pessoa
expressa a sua liberdade de maneira única, realizando a sua
individualidade. E esta é a minha...
Afinal, serei filósofo à toa?!
^ ^
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Um abraço,
Pedro.
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-----Original Message-----
From: Pedro Fonseca [mailto:pf@pedro-fonseca.com]
Sent: Saturday, March 15, 2003 2:15 AM
To: kung-fu-toa@yahoogroups.com
Subject: RE: [kung-fu-toa] O meu site do To'a
Obrigado Eduardo [...] o tema do
determinismo e indeterminismo é um dos mais longos na história
da filosofia quer oriental quer ocidental, e, tal como o problema
da existência do mal, nunca teve uma resposta consensual. Aquilo
que para mim é interessante no Kung Fu é ele abrir as portas, não
tanto para uma compreensão teórica do problema da liberdade (o
que me parece tão impossível como anteriormente), mas o de
abrir as portas para uma compreensão a que chamamos existencial
da liberdade, e que no fundo é aprendermos a ser o que é impossível
de explicar, e o que parece impossível ao intelecto: criar algo
a partir do nada. A vivência disso, quanto a mim, é uma das
melhores coisas que se pode fazer enquanto se está vivo (depois
de morto nunca se sabe! :)
Obrigado mais uma vez pelos comentários,
Pedro.
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