-----Original Message-----
From: Pedro Fonseca [mailto:pf@pedro-fonseca.com]
Sent: Friday, July 18, 2003 12:29 PM
To: kung-fu-toa@yahoogroups.com
Subject: [kung-fu-toa] Técnicas de luta
Gostava de colocar uma questão ao grupo.
Quando combatemos
com alguém que utiliza uma técnica
ainda desconhecida para
nós devemos:
i) esquecer aquilo que já conhecemos,
uma vez que não se
aplica, e tentar encontrar uma nova técnica
que consiga
defender e/ou penetrar na técnica do
adversário
ii) concentrarmo-nos naquilo que já
conhecemos e ver como é
que o que já conhecemos se pode aplicar
à nova técnica que
vemos.
iii) uma terceira opção?
Gostava de saber a vossa opinião, quanto
a mim, descobri
recentemente que nunca posso 'deixar de
ser aquilo que sou',
mesmo que não resulte!! (e raramente
resulta ;) Pronto, em
todo o caso, penso que às vezes é
preferível perder uma luta
mas 'integrar' uma nova técnica dentro
do 'arsenal' que já
tínhamos disponível, do que
simplesmente tentarmos 'fazer
como o outro', caso em que a luta deixa
de ser uma expressão
individual e passa a ser um mero jogo.
-----Original Message-----
From: Pedro Fonseca [mailto:pf@pedro-fonseca.com]
Sent: Monday, July 21, 2003 4:43 PM
To: kung-fu-toa@yahoogroups.com
Subject: RE: [kung-fu-toa] Re: Técnicas de luta
Oi Navid!!
" Logo e como em tudo, o segredo está
em adaptação e
estratégia. "
Era isto precisamente que estava em causa.
Será que devemos
pôr o ênfase na 'adaptação' porque não
podemos esqueçer a
nossa técnica. Ou será que de facto
muitas vezes os combates
'correm mal' porque perdemos a nossa técnica
precisamente
porque nos queremos 'adaptar' ao outro?
Não estou a falar no teu caso (até
porque creio não ser esse
o teu caso) mas eu tenho encontrado
algumas pessoas (e eu
próprio) que se 'assustam' ou
desconcentram quando lhes é
apresentada uma técnica demasiado rápida
/ agressiva / com
muitos 'blufs' / ou quando simplesmente
dizemos 'agora é a
sério' ou 'agora é que é'. Tenho
reparado que muitas pessoas
nessas circunstâncias perdem a concentração
e o excelente
nível de defesa e ataque que
demonstravam até aí,
precisamente porque se tentam 'adaptar'
ao que vem aí.
O que penso ter descoberto é que uma
solução para isto é
nunca nos esquecermos das nossas técnicas
principais,
porque, o que quer que 'venha aí' será
com elas que
poderemos lidar com isso. (e descubro
muitas vezes que as
'velhas técnicas' são muitas vezes
capazes de lidar com a
novidade muito melhor do que pensamos.)
Por outro lado, este
'centrar-se' em si próprio torna-nos (parece-me)
paradoxalmente mais abertos para
compreender e até antecipar
o outro.
Isto é a minha experiência mas talvez
seja diferente da de
outros.
Um grande abraço,
Pedro.