Preso

Há, uma notícia no fundo do poço de mim. Esgotou-se a alegria. A paixão é o fogo da alma, é o alimento da vida. A vida é bela. A vida é bela!!

Cinzenta, a vida que me espera, uma floresta de nadas.

Um mar, que se estende à minha frente. Ao cimo o céu azul e florestas verdes e altas de frutos do casamento entre o mar e a terra.

Que frutos darei. Que medalhas merecerei. Que futuro darei. Que felicidade te darei.

Quero fazer-te feliz. Quero fazer alguém feliz. Não quero ser a morte e a destruição que sinto no peito. Não quero espalhar o sem sentido que vejo no mundo, não quero pensar que ser feliz é que é estar bem. Não te quero convencer que deves pensar e ser infeliz para te redimir. Quero Salvar-te desta vida de misérias e dar-te a Felicidade que podes ter.

Mas o meu peito só traz misérias e as minhas pernas caminham para a morte. E á minha frente só vejo a morte de um vulcão que traz a destruição.

Vê as minhas pernas, vê como correm (para (longe de ?) ti). Ao longo do mar, na praia aquecida. As ondas beijam quem lá passa. Os cabelos que esvoaçam ao vento, o azul do céu e do mar, o calor deste dia onde estamos. Unidos, divididos? Que tempo é este que nos junta? Que palavras são estas que nos parecem unir?

Quero morrer. Quero morrer. Antes morrer do que viver esta vida de miséria. Trago em mim a morte e o desejo da morte. Quem me salvará? Quem me salvará?